domingo, 31 de agosto de 2008

A Imagem Obsessiva

olá.
coloquei no link o terceiro capítulo do Carne e Pedra - A Imagem Obsessiva.
http://www.4shared.com/dir/8253603/25ebc879/sharing.html
Clara, coloquei também a figura da Deusa primitiva que você pediu.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

deu-vontade-de-jogar-esse-vídeo-na-maré

para os enluarados... amantes de gatos...., ou gatas!

http://www.youtube.com/watch?v=zEzIPsKwTlw

Ensaio sobre a cegueira - o filme

Segue o link do trailer do filme "Ensaio sobre a cegueira" de Fernando Meireles, baseado no livro de Saramago. Mal foi lançado e já está virando polêmica e com críticas ácidas.

http://www.youtube.com/watch?v=12zOOaLBlnE

Maré em alta


Na reunião de hoje (27/08/2008), no botequim do Augustus, a Maré estava alta: tivemos a presença de novos mareados, o casal arquitetônico João e Débora... A sociedade clássica ateniense...Homens e mulheres e seus rituais...O poder dos Mitos...Os rituais dignificatórios...Homens no ginásio e mulheres no telhado...As mulheres, a Tesmoforia e a Adonia...Alface e salgueiro...a segregação da mulher desde a antiguidade...

Completando, pela Angela:
Segue a síntese da Clara:
"Hoje a Maré trouxe a beleza, a feiura e o poder do mito".
Decidimos continuar os capítulos 3 e 4 do Richard Sennett. Carne e Pedra. O corpo e a cidade na civilização ocidental.
Ah, o autor do subtítulo do blog é Jovany.

Na próxima reunião, daqui a três semanas, no apê do Jovany com ar-condicionado central e seu elevador para carros, todos são convidados e levem seus comes e bebes. Até lá!

(não reparem, mas as fotos de hoje são do meu celular...)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Reunião do grupo Maré - 27/08










Reunião do grupo Maré, quarta-feira, dia 27/08, às 19 horas, no bar Augustus, rua Gama Rosa, Centro, Vix.
Segue mensagem da Clarice:
“olá, está no link abaixo o segundo capítulo do livro Carne e Pedra, que fala dos rituais femininos... bela e sutil resistência. vale ler.
http://www.4shared.com/dir/8253603/25ebc879/sharing.html
coloquei tb uma trilha sonora (!)... a música 'Dance with my own shadow', de um disco do Manos Hadjidakis, compositor grego.”

Sejam bem-vindos!

domingo, 24 de agosto de 2008

"As eco-towns são um erro crasso"

"As eco-towns são um erro crasso". Quem o afirma é Sir Richard Rogers. Numa conferência proferida em Londres, em maio deste ano, o laureado 'Pritzker' – e militante ativo do Partido Trabalhista inglês – sustentou que as eco-towns propostas pelo Governo de Sua Majestade são, por definição, insustentáveis [inherently unsustainable]. Para reforçar sua tese, Rogers citou um relatório do U.S. Green Council, onde se demonstra que os assentamentos em centros urbanos densos são muito mais eficientes que as bucólicas e românticas eco-residências plantadas em 'sítios verdes' [greenfield location]. Logo, adverte o medalhista, a promoção dessas eco-towns são "um dos maiores erros que o Governo britânico comete" já que, "de modo algum, elas serão uma solução ecologicamente sustentável". E indica o obscuro caminho das pedras: "Manter o cinturão verde é essencial. Mas o que se deve fazer, de fato, é incrementar a densidade ao longo das linhas de transporte público e investir mais em transporte de massa". É o óbvio ululante que ninguém enxerga !

Rogers X eco-towns: quem ganhará esta peleja ? Crédito: Alberto Taveira: intervenção sobre imagens de www.dezeen.com & www.findanewhome.com
Rogers X eco-towns: quem ganhará esta peleja ?
Crédito: Alberto Taveira: intervenção sobre imagens de www.dezeen.com & www.findanewhome.com


FONTE: SITE VIVERCIDADES

O Sítio Roberto Burle Marx visita virtual

Atenção, paisagistas ! O Sítio Roberto Burle Marx está disponibilizando no portal http://vistazoo.com – clicando no mapa mundi; ou diretamente no link http://files.net-fs.com/238468/show/1/we/index.htm –, uma nova visita virtual ao santuário botânico, agora com fotos 360º – que giram automaticamente ou podem ser direcionadas através do mouse – e trilha sonora especialmente composta pelo maestro Walter Burle Marx, irmão do falecido Mestre. Recomenda-se assistir ao show em 'tela cheia' [full screen], bastando, para tal, clicar no botão que tem uma pequena seta apontada para 'nordeste'.

Sítio Burle Marx. Crédito: www.vistazoo.com
Sítio Burle Marx.
Crédito: www.vistazoo.com

FONTE: SITE VIVERCIDADES

Pará















Agosto, 2008: carregamento de madeira proveniente de reserva indígena ...pasmem! comercializada pelos próprios índios, transportada de forma "clandestina" pelos distribuidores ... e todos sabem que isso existe!

sábado, 16 de agosto de 2008

sustentabilidade e comunicação

Durante a última semana aconteceu, aqui em Vix, uma etapa do Seminário Sustentável 2008, promovido pelo CEBDS, com o tema “Comunicação e Sustentabilidade”. O mais interessante é que a maioria dos palestrantes bateu na mesma tecla: nada de "esconder a poeira debaixo do tapete" quando os assuntos são meio ambiente e sustentabilidade nas empresas. Transparência e verdade são valores fundamentais para manter um bom relacionamento com funcionários, investidores e comunidade. Parece óbvio, não? Segue o link de uma palestrante, Solitaire Townsend da http://www.futerra.co.uk/

Aproveito e envio o link da bienal do livro, vejam lá a programação: http://www.bienaldolivrosp.com.br/2008/

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

polêmica?!

FOLHA DE S PAULO, Opinião, São Paulo, terça-feira, 12 de agosto de 2008

De torturas e punições

Clóvis Rossi

Há duas confusões, que parecem pura má-fé, na equiparação que setores das Forças Armadas estão fazendo entre a ação dos que pegaram em armas contra o regime militar e a ação dos militares que os reprimiram.

Primeiro, agentes do Estado não podem recorrer à delinqüência para reprimir delinqüência de inimigos. Matar em combate é uma coisa, matar (ou torturar) quem já está preso é borrar a fronteira entre a civilização e a barbárie, tal como ocorre quando, em nome de um projeto político, se matam ou torturam não-combatentes.

A segunda -e principal confusão, porque não é conceitual, mas factual- trata da impunidade. Praticamente todos os que pegaram em armas contra a ditadura foram punidos. Punidos foram muitos que nem pegaram em armas (vide o caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nos porões do aparelho repressivo, mesmo não tendo aderido à luta armada).

Alguns oposicionistas foram punidos no marco da lei, ainda que certas leis repressivas fossem ilegítimas, porque editadas por um governo não surgido do voto livre dos cidadãos. Mas um punhado deles foi punido muito além da lei, com assassinatos, torturas (inclusive de parentes não envolvidos na luta), desaparecimentos (caso de Rubens Paiva, que nada tinha a ver com a luta armada), banimento e por aí vai.


Do lado oposto, no entanto, ninguém foi punido. Muitos, ao contrário, foram promovidos. A impunidade deu margem, por exemplo, ao atentado do Riocentro, em que só um acidente de trabalho impediu uma tragédia inenarrável (a bomba explodiu no colo do militar que ia atacar um show musical supostamente de esquerda).

Ser contra ou a favor de punir agora torturadores do passado é questão de opinião. Mas é inquestionável que os torturados foram punidos, e os torturadores, não.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Obrigado!

Isso! Estraga minha alegria...Prefiro imaginar que as peça sejam originais, principalmente as africanas, mesmo que sejam produzidas em série. Comprei bela beleza que cada uma me atraiu, e não pela sua origem. Se hoje nem a porcelana chinesa é tão original assim, você pode até ter razão. Segue abaixo o link de um dos distribuidores das peças da indonésia que estavam na Feira:

www.lojagto.com.br

Se fui enganado, sou um enganado feliz...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

globalização

Pois é, Fabiano, não se engane, muitos objetos são feitos na China ... é sério! Cópias perfeitas semi-artesanais. Comprei almofadas egípcias chinesas!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

ainda os gregos

olá, está no link abaixo o segundo capítulo do livro Carne e Pedra, que fala dos rituais femininos... bela e sutil resistência. vale ler.
http://www.4shared.com/dir/8253603/25ebc879/sharing.html
coloquei tb uma trilha sonora (!)... a música 'Dance with my own shadow', de um disco do Manos Hadjidakis, compositor grego.

Vestidas de Branco - Nelson Leiner

















Imperdível!

"Comecei a exposição do lado de fora, a partir dos noivos que se fotografam todos os dias no Museu Vale, e quero que eles sintam-se atraídos a entrar. A idéia é representar o casamento, fazendo uma passagem do presente para o futuro, e deste para o passado. Será uma exposição espelhada, sem espelho. Com a possibilidade de percorrê-la na ida, dentro estilo cronológico do casamento, da cerimônia à maternidade e ao consumo; e na volta, depois de experimentar as várias etapas e poder viver novamente o passado, o momento onde tudo começou."

sábado, 9 de agosto de 2008

"Lapiseiras do mundo"

Para os amantes de lapiseiras, arquitetos ou não, segue um link especial:

http://www.leadholder.com/

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

reunião 06/08




















A próxima reunião será no dia 20/08, quarta-feira, no bar Augustos, na Gama Rosa, Centro.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Video do Elevador do Apê do Jovany, no Centro de Vitória

video

A última reunião da Maré, no dia 06/08, no apê do Jovany no Centro da cidade de Vitória, além de ter sido altamente frutífera, teve ainda o prazer de conhecermos um dos únicos exemplos de edifícios residenciais brasileiros que possuem um elevador para veículos e garagens para cada apartamento. Em nosso mundo das cópias e da reprodutibilidade, isto é um exemplo que nunca mais foi copiado. Infelizmente!


video

Infelizmente, este último vídeo ficou virado por erro meu na hora de gravar. Como não consegui editá-lo e colocá-lo na posição certa, vai assim mesmo para pelo menos podermos ver o funcionamento do elevador do apê do Jovany.

domingo, 3 de agosto de 2008

reunião quarta, dia 06/08

http://www.4shared.com/dir/8253603/25ebc879/sharing.html
- Richard, Sennett. Carne e Pedra. O corpo e a cidade na civilização ocidental. (capítulo 1)
Local: ap do Jovany, Parque Moscoso, Centro.

sábado, 2 de agosto de 2008

Entrevista com Jacques Rancière sobre o dissenso

La Mésentente'' (O Dissenso), Rancière define a política como o surgimento de um elemento que até então não fazia parte do conjunto daqueles que confrontavam seus interesses dentro de uma ordem consensual.São os "sujeitos do dissenso'', aqueles que tomam a palavra quando e onde não deviam fazê-lo e apenas são sujeitos políticos quando o fazem. De certa forma, ele mesmo admite, continua a pensar o paradoxo suscitado pelo conceito de classe em Marx. A classe operária é o ator do movimento político da sociedade, mas os operários precisam se tornar proletários, assumir seu papel histórico de sujeitos da revolução, para se transformarem nesse ator: os operários são a classe que precisa se tornar uma classe.Para repensar a questão, Rancière volta à filosofia grega antiga. "Eles foram os primeiros a pensar essa oposição simbólica que define a política, a dos sujeitos políticos que precisam se assumir simbolicamente como tais, e não apenas constataram a existência de grupos definidos economicamente''.
A "logique policière'' (a administração do status quo)...Rancière — Isso, os indivíduos e grupos colocados cada um no seu lugar, cada um com seu estatuto social definido, o governo enfim. Não é isso que chamo de política. A política é justamente o que rompe com isso, o que cria atores novos, objetos novos, em relação a esta lógica. Quando, no começo do movimento operário, discutem-se as condições de trabalho não como uma questão pública e não como um assunto entre pessoas, entre partes privadas, isso é um escândalo, eles criam um objeto novo: isso é a política.Folha — Mas não há "novos sujeitos'' no horizonte para forçar essa "logique policière''...Rancière — Sim, cada vez mais há uma saturação "policière'' da política, é o que se chama de consenso, nas nossas sociedades. Todos os grupos e problemas entraram nessa lógica, de realizar pactos para fixar os limites do possível, com parceiros sociais definidos e já identificados e integrados. Essa ausência de política, essa regra consensual, é ao mesmo tempo o outro lado de tudo isso que estamos vendo, do retorno do poder carismático, das guerras étnicas, racismo, xenofobia: é a modernidade, que é também consenso, o mercado etc. A política é o arcaico, o conflito. Sim, a política é rara, muito rara, mas não diria que ela está morta, nem mesmo com a hegemonia da idéia de consenso. Não sou um ator político muito ativo, mas me associo a este ou àquele combate que me parece ligado a tais questões.Por exemplo?Rancière — A questão da Bósnia, a questão da cidadania, da cidadania política e a ordem "policière'' mundial.
Quais podem ser os novos sujeitos do dissenso? De onde eles podem aparecer?Rancière — Existem novos sujeitos a medida que se inventam conflitos ou se reinventam antigos conflitos. Os novos sujeitos podem aparecer no limite do consenso, entre os excluídos do consenso, que são duplos um do outro, a exclusão e o consenso. Mas a verdadeira política é uma coisa que não se anuncia.O sr. critica a hegemonia atual da idéia de consenso, os pensadores da harmonia liberal de interesses e a razão comunicacional. O que o sr. pensa de Habermas?Rancière — Acho que pensar a política a partir da razão comunicacional habermasiana... Toda a lógica da razão comunicativa é a lógica do aprofundamento das implicações de uma situação de interlocução, na qual todos os parceiros já estão constituídos, dados. A partir do momento em que os grupos começam a discutir, eles vão confrontar suas normas de validade e, enfim, para serem coerentes com sua lógica, eles têm que estar de acordo com certas regras de discussão, sem o que se estaria desqualificado. O que tento mostrar é que a lógica da política não é essa, é a lógica do dissenso, daquele que não faz parte da discussão, de criar normas que não existem. Os sujeitos da política se inventam inventando as normas da discussão.
"A luta de classes não é moderna; foi pensada pelos antigos"
Entrevista por Vinicius Freire em Paris